Comércio lidera o Pix recebido em julho de 2026, com R$ 481,6 bilhões
Entre os setores econômicos, comércio concentrou 16,4% do valor recebido via Pix em julho de 2026. Micro e pequenas empresas responderam por 15,6% do total.
O que importa nesta leitura
Brasil · julho de 2026
Em julho de 2026, R$ 2,9 trilhões passaram pelo Pix em 6,7 bilhões de transações. Olhando pelo lado de quem recebe, o setor de comércio ficou em primeiro, com R$ 481,6 bilhões — 16,4% do total do mês.
Linha com o valor mensal recebido via Pix no conjunto por CNAE. fev/26: R$ 2,6 trilhões; mar/26: R$ 3,0 trilhões; abr/26: R$ 2,9 trilhões; mai/26: R$ 3,0 trilhões; jun/26: R$ 3,0 trilhões; jul/26: R$ 2,9 trilhões.
A distância entre o topo e o resto
O ranking de setores é bastante concentrado: os 7 maiores somam R$ 1,6 trilhão, e o primeiro sozinho responde por 16,4% de tudo. É essa distribuição que as barras ao lado mostram.
Vale ter em mente o que "setor" significa aqui: é a seção CNAE da empresa que recebeu. Uma transferência entre pessoas físicas não entra em nenhuma dessas barras — ela existe no conjunto, numa categoria própria, mas foi deixada fora do ranking justamente por não ser setor econômico.
O valor total recebido ficou 3,7% abaixo do mês anterior a julho de 2026.
Barras com o valor recebido via Pix por setor econômico em julho de 2026. Comércio: R$ 481,6 bilhões; Serviços financeiros: R$ 454,3 bilhões; Indústria de transformação: R$ 206,1 bilhões; Serviços profissionais: R$ 140,7 bilhões; Serviços administrativos: R$ 138,1 bilhões; Transporte e logística: R$ 72,9 bilhões; Informação e comunicação: R$ 65,6 bilhões.
Pequenos negócios e MEI
Microempresas e empresas de pequeno porte receberam R$ 457,3 bilhões no mês — 15,6% do valor, mas 27,2% das transações.
Essa diferença entre as duas fatias é o dado mais interessante da página: os pequenos aparecem muito mais no volume de operações do que no valor, o que é compatível com tickets menores. Só o recorte de MEI respondeu por R$ 151,6 bilhões em 628,0 milhões de transações.
O que acompanhar
A fatia dos pequenos negócios no valor (15,6%) comparada à fatia nas transações (27,2%) é o indicador a seguir mês a mês: se as duas se aproximarem, é sinal de que o ticket médio dos pequenos está subindo.
De onde vêm estes números
- Fonte
- Banco Central do Brasil
- Conjunto
- CnaePorteRecebedor
- Referência
- julho de 2026
- Coleta
- 30/07/2026
- Verificação
- 30/07/2026
Metodologia completa e limites do dado
Os números desta página vêm de um único conjunto de dados: CnaePorteRecebedor, da API Pix Dados Abertos do Banco Central, na competência de julho de 2026. Nenhum número foi combinado com outro conjunto.
Os valores são somados localmente a partir do campo `vllanliq`, agrupando pelo campo `cnssecao` (seção da CNAE do recebedor). A categoria de pessoa física é excluída do ranking de setores por não ser atividade econômica.
Conferido em 30/07/2026: o total deste conjunto é idêntico ao do EstatisticasTransacoesPix no mesmo mês — são o mesmo universo com cortes diferentes. Ainda assim, os números desta página vêm todos daqui, sem cruzamento.
Atenção a comparações longas: os meses mais recentes vêm com mais linhas que os antigos, sinal de que o BC agrega células pequenas com o tempo. O valor total é comparável; a composição fina do ranking entre meses distantes, nem tanto.
O que estes dados não permitem dizer: os valores são do RECEBEDOR, não de quem pagou: um setor aparece grande porque recebe muito, não porque seus clientes são muitos. A seção CNAE é a da empresa que recebeu, então uma holding e a loja que ela controla podem cair em seções diferentes. E as contagens de pagador e recebedor são distintas por combinação de dimensões — somá-las contaria a mesma pessoa várias vezes, então elas não aparecem aqui.
- 31/07/2026 — textos
- 30/07/2026 — gráficos, textos
- 30/07/2026 — gráficos, textos